ZENÚ E VALTER FILIPE ARRISCAM 20 ANOS DE PRISÃO

ZENÚ E VALTER FILIPE ARRISCAM 20 ANOS DE PRISÃO

Fonte: Maka Angola

Moiani Matondo

José Filomeno dos Santos (Zenú), filho do anterior presidente da República José Eduardo dos Santos (JES), e Valter Filipe, último governador do Banco Nacional de Angola no mandato de JES, acabam de ser acusados de vários crimes graves pelo Ministério Público que, em caso de condenação, implicarão penas de prisão superiores a 20 anos.

No passado dia 29 de Agosto de 2018, o procurador da República João Luís de Freitas Coelho produziu a acusação no chamado “caso dos 500 milhões”.

Nessa peça vêm acusados: Zenú, por crimes de associação criminosa, falsificação, tráfico de influências, burla e branqueamento de capitais; Valter Filipe, por crimes de associação criminosa, peculato e branqueamento de capitais. Além destas duas figuras públicas, são também acusados por crimes semelhantes Jorge Gaudens Pontes Sebastião, amigo de infância e parceiro de Zenú em várias actividades, e António Samalia Bule Manuel, actual director do Departamento de Gestão de Reservas do BNA.

A essência da acusação assenta numa história simples. Os acusados conluiaram-se para enganar o presidente da República e o Estado angolano, com o objectivo de se apropriarem de, pelo menos, 500 milhões de dólares pertencentes ao Tesouro de Angola, desempenhando cada um papéis diferentes, mas complementares, para a consecução desse objectivo.

Os factos da acusação

O texto da acusação é curto (18 páginas e 57 artigos), escorreito e de percepção fácil.

A história apresentada começa com o desenho da conjura efectuada entre Zenú e o seu amigo Jorge Sebastião. Estes dois terão sido os cérebros que gizaram o plano para obter o dinheiro.

O plano assentava na constituição de um suposto Fundo de Investimento Estratégico e da utilização da empresa Mais Financial Services, S.A. como instrumento de actuação. Esta empresa pertence a Jorge Sebastião, embora tivesse sido constituída pelos habituais testas-de-ferro. Além desta sociedade, interveio também uma empresa britânica, a Resource Conversion, pertencente a um Hugo Anthonie Folke Godfried Reinier Onderwater, holandês, nascido em 1962, que aparentemente se encontra em fuga.

Tudo começou com a apresentação por Zenú ao pai, presidente da República e chefe do Executivo, de uma carta supostamente pertencente ao banco francês BNP Paribas em que era solicitada uma audiência a JES para constituir o referido Fundo de Investimento Estratégico através de uma operação de financiamento de 30 mil milhões de dólares. José Eduardo dos Santos encarregou o ministro das Finanças Archer Mangueira de receber esses banqueiros e de desenvolver o processo.

Archer Mangueira, através de Zenú, terá entrado em contacto com os banqueiros franceses e, na companhia de Valter Filipe, governador do Banco central, deslocou-se a Lisboa para a referida audiência.

Valter Filipe, o ex-governador do BNA acusado com Zenú

Em Lisboa, na reunião, não apareceu nenhum banqueiro francês, mas sim Zenú, Jorge Sebastião e Hugo Onderwater.

Archer Mangueira terá colocado várias questões técnicas e saído insatisfeito da reunião, pelo que terá aconselhado JES a não assinar qualquer contrato vinculativo do Estado Angolano, mas apenas um memorando de entendimento, expressando intenções e não compromissos jurídicos. Assim o diz a acusação nos seus artigos 13.º e 14.º.

Contudo, a trama adensa-se… Não se percebendo bem como, Archer Mangueira é afastado das negociações, que ficam entregues a Valter Filipe, o governador do Banco Nacional de Angola. Este apressa-se a assinar um contrato de consultoria técnico-financeira com a empresa Mais Financial Services, S.A. Estávamos em 3 de Julho de 2017. De imediato, a empresa emite facturas ao BNA, que, sem ter havido qualquer serviço realizado, paga celeremente 25 milhões de euros até 31 de Julho de 2017.

Já em Agosto de 2017, depois de o vice-governador Manuel António Tiago Dias ter emitido um parecer em que suscitava dúvidas sobre as capacidades da Mais Financial para prestar os serviços a que se propunha, no dia 18, Valter Filipe dá uma ordem verbal de transferência de 500 milhões de dólares a favor de um consórcio formado pela Mais Financial, de Jorge Sebastião, e a Resource Project Partnership, de Hugo Onderwater. Esta verba foi transferida da conta do BNA no Standard Chartered em Londres para a conta do banco HSBC em Londres, pertencente a uma empresa denominada Perfecbit Ltd., que havia realizado um acordo de custódia e administração de valores monetários com o consórcio referido.

A transferência mencionada foi materialmente executada pelo acusado António Samalia Bule Manuel, e não respeitou os procedimentos regulamentares.

A construção destes vários esquemas e acordos resultou de várias reuniões e encontros onde esteve presente Zenú.

A transferência era uma espécie de pagamento avançado para o consórcio montar uma operação de financiamento de Angola no valor de 30 mil milhões de dólares.

No entanto, já se viu que não havia operação financeira nenhuma, nem capacidade por parte dos interlocutores para montar um financiamento de montante tão elevado. Por isso, para ultrapassar as dúvidas quanto à credibilidade, apareceu uma garantia do banco suíço Crédit Suisse no valor de 2,5 biliões de dólares, que veio a descobrir-se ser falsa.

Além da falsidade da garantia, nunca apareceram os banqueiros franceses, nem qualquer vestígio que confirmasse a operação de constituição do Fundo Estratégico. Nos termos da acusação, tudo não passou de um embuste para retirar dinheiro ao Estado.

E se é verdade que a maior parte do dinheiro já foi recuperado, o certo é que o Estado ficou com prejuízos computados em mais de dez milhões de dólares.

Curta análise político-legal

Como referido, a história é bastante simples e típica das burlas tradicionais: monta-se um esquema assente em muita papelada falsa, prometem-se biliões, e pede-se um avanço de milhões. Competirá ao Ministério Público confirmar em julgamento aquilo que aqui afirma e às defesas dos vários arguidos apresentar os seus melhores argumentos de refutação.

O ponto interessante desta história, além dos óbvios efeitos políticos, é o papel de José Eduardo dos Santos e Valter Filipe. José Eduardo dos Santos surge como enganado, burlado pelo próprio filho. Na história universal do poder político, temos muitos casos de pais que enganam e até matam filhos e vice-versa, portanto, em abstracto, não é difícil imaginar traições entre pais e filhos poderosos.

Contudo, atendendo à estrutura de poder em Angola e à forma como JES exercia a sua autoridade, é muito arriscado conceber e provar que Zenú conspirou para enganar o seu próprio pai e que este se deixou enganar. Um líder com mais de 30 anos de experiência e conhecimento de todas as matérias da governação seria aldrabado por umas cartas falsas, uns franceses que não apareceram e umas histórias do filho?

Perante essa dúvida mais do que razoável, o Ministério Público terá de provar que existiu um artifício que teve como resultado enganar José Eduardo dos Santos.

Percebem-se as razões políticas que fazem com que JES não seja sequer declarante no processo. Mas não se concebe que seja possível fazer este julgamento sem JES e não averiguando em detalhe o seu papel.

E isto leva-nos à atitude de Valter Filipe. O que andou Filipe a fazer nesta história? O que levou Valter Filipe a fazer a transferência dos 500 milhões de dólares? Há três hipóteses: Ou foi JES quem lhe deu a ordem, ou Zenú lhe prometeu uma comissão choruda, ou Valter Filipe é parvo e, porque Zenú estava no envolvido, fez tudo sem qualquer enquadramento legal.

Aqui reside o aspecto essencial com que o Ministério Público e as defesas se debaterão: o papel do poder político neste esquema todo.

Será possível julgar Zenú sem julgar JES?
SAMAKUVA PEDE REFERENDO SOBRE AUTARQUICAS EM ANGOLA

Isaías Samakuva pede referendo sobre autarquias em Angola


Líder da UNITA considera inconstitucional proposta de gradualismo geográfico do Governo

O presidente da UNITA considerou de inconstitucional a proposta do Governo angolano para a instalação do poder local e defendeu a realização de um referendo.

"As autarquias têm de ser implementadas em todos os municípios e não apenas em todas as províncias nos termos da Constituição”, disse Isaías Samakuva no lançamento das "Sentadas da Cidadania", uma iniciativa semanal de diálogo com os cidadãos sobre as autarquias promovida pelo principal partido da oposição.

Samakuva classificou de "inconstitucionais, arbitrários e subjectivos” os critérios apresentados pelo Executivo para defender o seu gradualismo geográfico que, segundo ele, nega "a cidadania igual para todos os angolanos".

Neste sentido, a UNITA vai avançar com uma campanha de informação sobre as autarquias, como funcionam e quais são as suas vantagens.

Por conseguinte, Samakuva afirmou acreditar que os angolanos vão exigir “que o Executivo faça a sua parte, respeitando a vontade geral dos cidadãos. Se tiver dúvidas, o mais sensato é realizar um referendo, mas nunca impor a sua autoridade estadual para violar os direitos dos cidadãos e atrasar o desenvolvimento do país".

Com 164 municípios, a UNITA diz não entender os critérios que considera subjectivos, como o número de habitantes, a dinâmica de desenvolvimento, a capacidade de arrecadação de receitas e a grande expressão ou particularidades culturais.

"O país tem 59 municípios com menos de 50 mil habitantes, 79 municípios com menos de 250 mil habitantes, cerca de 13 municípios com população entre 50 e 250 mil habitantes e apenas 10 municípios com mais de 500 mil habitantes. Esta grelha de distribuição demográfica não permite excluir nenhum município com base no critério população", disse Isaías Samakuva.

O líder da oposição acusou o MPLA de pretender “continuar a administrar o território da maior parte das autarquias”,de modo que “os seus administradores municipais possam continuar a receber e desviar os recursos públicos sem fiscalização dos eleitores”.


VOA
NUM PAÍS SÉRIO ESTES QUATRO ESTARIAM NA CADEIA FAZ TEMPO

Zanga de comadres em Angola atinge grupo de acionistas próximos de Eduardo dos Santos

Álvaro Sobrinho quebrou esta semana cinco anos de silêncio sobre a falência do BES Angola. Os acionistas já qualificaram as suas afirmações de “falsas e caluniosas”

Depois de cinco anos de silêncio, Álvaro Sobrinho, antigo Presidente da Comissão Executiva do Banco Espírito Santo Angola – BESA – quebrou o silêncio na "Grande Entrevista" da Televisão Pública de Angola (TPA), e fez deflagrar esta semana em Luanda uma verdadeira “bomba” cujos estilhaços atingiram em cheio Ricardo Salgado e um grupo de acionistas angolanos próximos do ex-Presidente Eduardo dos Santos.

O ex-banqueiro português (Ricardo Salgado) é acusado de ter “mentido” e de ter evidenciado durante uma assembleia geral do BESA uma “hostilidade brutal” contra Álvaro Sobrinho através de “ataques pessoais” que mereciam “uma queixa-crime”.

Já os acionistas angolanos são apontados como estando por detrás da “decisão política” que culminou com o seu afastamento da liderança da instituição e com a declaração de falência do banco.

Particularmente gravosa foi acusação de perseguição atribuída ao general Leopoldino Nascimento e a alegada “chantagem” imposta pelo antigo Secretário Geral do MPLA e Presidente do Conselho de Administração do BESA, Paulo Kassoma para que “aceitasse assumir a responsabilidade” pela elevada carteira de crédito mal parado sob pena de sofrer “retaliações” que poderiam culminar na sua “prisão”.

A “zanga de comadres” não tardou e, em resposta, os acionistas vieram a público qualificar de “falsas e caluniosas” as declarações de Álvaro Sobrinho ao mesmo tempo que refutam a alegada falta de solidariedade da parte angolana “face ao recurso excessivo ao redesconto e às dificuldades no mercado interbancário”.

Esta situação, recorda o comunicado dos acionistas, esteve na origem de uma reunião de emergência promovida pelo governo presidida pelo então Ministro de Estado e chefe da Casa Civil, Carlos Feijó.

Negando desconhecer as razões que terão levado o ex-Presidente Eduardo dos Santos a anular a garantia soberana que havia mandado emitir a favor do Banco Espírito Santo, Álvaro Sobrinho confirmou que a lista dos beneficiários de empréstimos milionários concedidos pelo BESA incluía muitas figuras políticas do regime normalmente encaminhadas pelos acionistas que está agora em pé de guerra.

Apontado como acionista do BESA, Manuel Vicente em declarações ao Expresso nega também qualquer participação na sua estrutura societária. “Tive apenas uma reunião com o antigo Presidente do BES que na altura era o maior acionista do BESA, na qualidade de Ministro da Coordenação Económica durante a qual manifestei as preocupações do governo relativas à situação do Banco” – esclareceu o antigo vice-presidente de Angola.

O governador desta instituição, José Massano considera, por sua vez, “absolutamente transparente todo este processo” que, para os acionistas angolanos foi acelerado face “ao risco de descontinuidade da atividade e da existência de perdas elevadas na carteira de créditos e outros ativos não cobertos por provisões” que colocavam “em causa a viabilidade do banco”.

Sobrinho contrapõe os argumentos dos acionistas adiantando que em 2013 deixou o banco com uma carteira de crédito de 6,5 mil milhões de dólares e, que, um ano depois, o seu sucessor, Rui Guerra elevou esse montante para os 9 mil milhões de dólares. “Os nossos créditos não representavam qualquer ameaça e inseriam-se na média de risco da banca angolana” – disse Sobrinho.

Ao ter superado a frente da gestão do BESA a barreira dos 400 milhões de dólares em lucros, afirmando-o então com o maior banco em ativos com 10 mil milhões de dólares e fundos próprios de mil milhões de dólares, a declaração de falência para aquele banqueiro “ só faz sentido se a nível dos acionistas maioritários houve uma concertação” do ponto de vista político ou dos seus interesses.

Tese que é desmentida por estes que, ancorando-se num relatório do Banco de Portugal datado de 2014, dando conta “de práticas de atos de gestão gravemente prejudiciais aos interesses do Banco Espírito Santo” e acusam Sobrinho de “erros de gestão “, de ter retirado do banco dinheiro “ para as suas contas e para contas de familiares e amigos, nomeadamente a Ocean Private, Wayd Capital ou inoHolding.

Com um desfecho para já imprevisível, os acionistas do Banco Economico sucedâneo do BESA, desafiam agora a Procuradoria Geral da República a desencadear um processo de averiguação dos factos que estiveram na origem da intervenção do BNA.

O Procurador Geral da República, Hélder Pita Gróz admite investigar as denúncias públicas feitas por Álvaro Sobrinho mas considerou não só “prematuro” avançar para já com qualquer processo, como revelou não ter recebido, em sentido contrário, até à, data pedido algum de intervenção por parte dos acionistas do antigo BESA.

Revelando ter abandonado a intenção de continuar a investir nas Ilhas Maurícias onde há três semanas foi ouvido durante três dias pela justiça local por alegado caso de corrupção, entretanto já esclarecido, aquele empresário anunciou agora a disposição de apostar no mercado angolano nas áreas da aquacultura, produção de medicamentos genéricos e eventualmente no apoio ao clube desportivo Petro-Atlético. EXPRESSO

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ANGOLA E BRASIL, UM TODO SEPARADO

ANGOLA E BRASIL, UM TODO SEPARADO.
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Há quem acha que Angola e Brasil estão unidos, somente, pela partilha do idioma português e engana-se quem assim o pensa.
Tanto os angolanos quanto os brasileiros, na sua maioria, desconhecem que têm irmãos do outro lado do Atlântico (e sim, falo do Oceano). E todo esse desconhecimento deve-se a falta do conhecimento da história e, quiçá, da escassez do amor fraternal.

O Brasil e Angola são países que não partilham somente a língua, todavia até o líquido precioso que o coração expulsa no pulsar, mas, que sabe que precisa (sim, estou a falar do sangue).

Nos anos seculares passados, sem tocar no grande holocausto que desenvolveu a Europa e as Américas em detrimento da África (sim, falo da escravatura), Angola era o leito dos portugueses;

Sem tocar no comércio triangular dos escravos, a história confessa-nos que foram mais de dois milhões de angolanos que, pelo transatlântico, foram levados até ao Cais do Valongo, um local portuário do Rio de Janeiro que recebia os escravos e, hoje, por conter os únicos vestígios de escravos africanos nas Américas, pela UNESCO, foi atribuído o título de património histórico da humanidade, isto, aos 9 de Julho de 2017.

E não foi só no Cais do Valongo, tantos angolanos também foram levados para a Bahía, uma das 27 unidades federativas do Brasil, localizada na região sul nordeste, com a capital Salvador;

E não foi só na Bahía, muitos angolanos também foram levados por tantas outras partes do território brasileiro.
Só para frisar um ponto pertinente, as mulheres angolanas lideravam bruscamente o tráfico feminino com destino a Brasil.

Na cidade de Petolas, localizada na parte Sul do Brasil, milhares de mulheres angolanas tinham-na como destino. Elas, obviamente, reproduziram e propalaram-se por todo o Brasil. Claro que os homens também!

No que toca a língua, antes da invasão evasiva e opressora, o português, era um idioma pobre de expressões, de vocábulos e vocabulários. Para enriquecé-lo, tiveram que fazer apanhados de diversas línguas e, as línguas africanas, foram preponderantes para esse fim que deu começo à tragédia de muitas famílias desestruturadas em África.

As línguas africanas são extremamente amplas, com palavras inconfundíveis e variadas, para quase todas as significações possíveis. As línguas africanas eram ou são - pois após a invasão portuguesa as coisas declinaram muito - tão extensas que não davam existência à homonímia, à homofonia ou à existência de duplos sentidos das palavras, tal como no português.

Nas línguas africanas ou dialectos (tal como quis diferenciar o colono mau) tudo é exacto, a tudo tem designação (repito, pese embora hoje perdera a ancestralidade).

Há quem não se importa, mas vale ressalvar aqui, que há variadíssimas palavras no português, de origem africana, em particular angolana.

Os nossos irmãos angolanos, quando carregados para o Brasil, não deixaram as nossas línguas, ritos, culturas afora. Eles levaram consigo e difundiram pelo Brasil inteiro.

Farei a questão de citar algumas palavras africanas - e, para evidenciar, passarei a escrever todas elas em maiúsculas - em particular angolana, que nutriram o português:

"Já ouviu falar do ZUMBI? Obviamente que já! Foi o nome do último Rei dos Palmares, que lutou contra a escravidão. E sabe de qual origem é palavra ZUMBI? É de origem angolana. É uma expressão em kimbundo - uma das várias línguas puras de Angola - e tem o mesmo significado aterrorizante (claro que tinha de tê-lo). E todas as palavras que surgiram dessa morfologia, têm a mesma origem.

O SAMBA e a arte CAPOEIRA são de origens angolanas, sabia?
Já ouviu falar dos ZUNZUN que rondam a actualidade? Sim, o ZUNZUN também tem origem angolana. Já disse a palavra ZOEIRA? Os brasileiros ZOAM p'ra caramba! Sabia que você tem um(a) XARÁ algures do mundo?
Falou com aquele MOLEQUE SAPECA que toca BATUQUE?

Aquele BABACA fez BAGUNÇA outra vez? Viu aquele MALUCO? Você gosta de FOFOCA? Já fumou no CACHIMBO? Já pós CARIMBO em um documento?

Quer BANCAR o irmão CAÇULA?

Quer uma MOCHILA para ESCANGALHAR como um DENGOSO? Quer uma SOVA por COCHILAR durante a aula? Já viu um SOBA? Sabe fazer MINGAU? Diga MANO, não seja um bebé ou um NENÊ. Sabe dançar TANGO igual aos argentinos?"
A maioria das palavras à maiúscula, têm origem angolana e, todas elas, africana. Muitas são as palavras que deram origem a verbos: da FOFOCA adveio o FOFOCAR, do CARIMBO adveio o CARIMBAR e por aí afora.
Amigos e colegas já questionaram o meu nome, já mostraram-se estupefactos... e lá vai:

Sabia que CANO é o meu sobrenome? É... o Cano é o nome do meu avô e, agora, tornou-se o sobrenome da minha família. É um termo Kikongo - a língua oficial do antigo reino do kongo, o reino que se estendia pela maior parte do território africano, com a sede em Angola.

Na verdade, era para ser "NCANO", tal como na língua Kikongo, mas, por um erro subtil - que eu considero crasso - do centro de registo, o termo hoje anda como anda e vai continuar andando dessa maneira, para as minhas gerações vindouras.
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Sabia que em Angola existe um bairro chamado "São Paulo"? Sabia que em Luanda (na nossa capital) há uma parte chamada baía? A famosa Baía de Luanda.

Sabia também que depois do filme "Cidade de Deus" (Do Zé Pequeno) a delinquência em Angola aumentou consideravelmente? Você sabia que através da novela brasileira "Malhação", as jovens angolanas ganharam novas tendências e passaram a aderir à compra dos cabelos vindo do Brasil?

Sim, o Brasil foi uma grande influência para uma parte da sociedade angolana e pelo que tenho verificado, estão mais próximos do que parece. O vínculo que conecta Angola e Brasil, é mais forte que aquele que os conecta ao Portugal. Por mais incrédulo que pareça; Tão distante, mas tão próximo. Até já é paradoxal.

Já ouviu falar da teoria do "Bing Bang"? De certeza que já ouviu! A teoria fundamenta a existência do mundo através de uma explosão cósmica que terá ocorrido a bilhões de anos. Eu não acredito nessa teoria, mas algo me faz crer - através de mapas mostrados por vias de satélites - que o mundo ou a terra - como queira - antes era uma só porção.
Já viu o mapa da América do Sul e da África?

Você já parou para analisar? Se já, não notou que a parte da América parece encaixar-se com a da África? Parecem gêmeos separados! Tanto mais que há uma floresta chamada "Maiombe", uma das maiores reservas do mundo, que há quem afirma ser o resto da floresta da Amazónia.

A floresta do Maiombe encontra-se em maior escala na enclave de Cabinda, uma província de Angola. E por incrível que pareça, a floresta do Maiombe, se ajuntassem as porções de terra, ficaria bem juntinho da Amazónia.
Há tanta coisa sobre Angola e Brasil, que levaria um livro inteiro para eu poder esmiuçar com mais argumentos!
Pela afeição que tenho para com os países de língua oficial portuguesa, acrescentando os factos que nos unem inseparavelmente, faz eu amar o Brasil, de tal forma a parecer meu país. ·♥· rs!!!
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Brasileiros e Angolanos, somos gêmeos separados!
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