Por todo esse percurso, que enche de orgulho uma boa parte de angolanos, é meritório felicitar a UNITA e o Dr. Isaías Samakuva
8 Outubro 2017
      
Parabéns à UNITA e ao Presidente Samakuva

Com o acórdão 462/2017 do Tribunal Constitucional e com a tomada de posse do Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço e do seu executivo, encerrou o processo eleitoral e iniciou o novo ciclo político.
É neste sentido que antes de quaisquer outras considerações, felicito a UNITA e o seu Presidente Dr. Isaías Samakuva pelo seu desempenho nos últimos cinco anos.

O Presidente Isaías Samakuva impulsionou a implementação prática da resolução do XI Congresso da UNITA, de tornar o Partido numa máquina eleitoral permanente, no quadro do pensamento político, segundo o qual, campanha eleitoral de partidos que almejam poder como a UNITA, tem de ser permanente.

Na verdade tem sido assim ao longo dos últimos anos. Foi por essa razão que não colheu a ideia que alguns analistas tentaram passar de que João Lourenço tenha estado na dianteira da UNITA quando em Fevereiro de 2017, começou a ser apresentado ao eleitorado do MPLA, como candidato à sucessão de José Eduardo dos Santos. Pois, até àquela altura, o político que já palmilhava o país, andava pelos municípios e comunas a falar aos corações dos angolanos, chama-se Isaías Samakuva.

O Líder da UNITA percorreu o país inteiro, chamou a si o papel pedagógico de inserir as populações no novo contexto político-jurídico do país e pregou a paz dos corações, a reconciliação nacional verdadeira e o espírito de tolerância que deve caracterizar o relacionamento entre as pessoas, numa altura em que o país passou a ter eleições regulares, através de vários partidos, conforme a Constituição da República de Angola.

O Presidente Samakuva educou as populações a viverem juntas nas comunidades, respeitando a diferença e diversidade de visões e de opções. Sensibilizou as populações a pautarem o seu comportamento pelo respeito ao próximo e pela não-violência nas comunidades. Ensinou as autoridades tradicionais a serem pais de todos, abertos a todos, a tratar todos da mesma maneira, sem olhar para as filiações político-partidárias.

Fizessem os dirigentes do MPLA com os meios de comunicação social ao seu dispor, esforço idêntico, nunca haveria no país, registo de actos de intolerância política, como os ocorridos no Kuhemba, Kapupa, MAKA Mombolo, Kuketa, Rivungo, Monte Belo, para citar apenas estes.

O Presidente da UNITA é dos poucos políticos que mais contactou o povo nos períodos não eleitorais. Que o digam as populações do Zala, em Nambuangongo, do Makokola e Quimbele, do Puri, do Maquela do Zombo e Sanza Pombo. Que o afirmem as populações do Quirima. Que o confirmem as populações Kalai, do Katuitui, do Kuvelai, de Kahama e do Koroka. De Kalukembe, do Alto Zambeze, do Mukonda e do Lovua. Mussende, Kalussinga, Lonhe, Umpulu, Nharêa, Andulu, Kuhemba, Munhango, Kuimba, Bukuzau, Belize, Soyo.

A lista seria interminável de localidades que o Dr. Samakuva visitou, para conhecer a realidade da vivência das suas populações e transmitir a elas a sua força interna e esperança em dia melhores com a UNITA na governação do país. Por sua vez, as populações dessas localidades, não só receberam a visita de Samakuva como também ouviram a sua mensagem, o apertaram a mão e sentiram o pulsar do seu coração.

Na fase da campanha o Dr. Samakuva visitou as dezoito capitais provinciais e municípios mais importantes e com peso eleitoral notável, explicou aos seus habitantes as ideias-força do programa de governação da UNITA. Começou em Luanda, naquele acto fenomenal de Cacuaco, foi a Huila, Uige, Bengo, Cabinda, CUNENE, Namibe, Benguela, Kwanza Sul, Kwanza Norte, Malanje, Lunda Norte e Lunda Sul, Moxico, Huambo, Bié e Kuando KUBANGO e terminou a campanha eleitoral em Luanda, encerrando com a chave de ouro, o percurso que visou convencer os eleitores angolanos para o voto que pudesse mudar Angola.

Foi na Filda, no território do Cazenga, onde acabaram as dúvidas sobre a popularidade da UNITA em Luanda, e ficou consolidada a chance de vitória do Partido fundado por Jonas Savimbi. O batalhão de jornalistas de diferentes órgãos de comunicação social nacionais e estrangeiros testemunharam o facto.

No geral, Isaías Samakuva galvanizou as populações para a mudança. As multidões e multidões que enchiam os seus comícios e as recepções festivas, calorosas e apoteóticas verificadas, eram fruto directo da interacção profunda e directa, entre o político Samakuva e as massas do povo angolano. O povo acreditou e viu em Samakuva aquele "Moisés" a quem foi confiada a missão de levar o povo "à terra prometida".

É de salientar que o Dr. Samakuva tem levado para altos patamares, os níveis de adesão popular à UNITA e reforçado os laços de simpatia dos angolanos em relação à UNITA e a sua Direcção. Não foi por acaso que o projecto de governo da UNITA sob o signo Angola 2030, Novo Rumo, Nova Vida foi o que mais convenceu e despertou para o voto da mudança.

Certamente, caberá aos historiadores narrar os feitos do Dr. Isaías Samakuva durante o seu consulado, à frente dos destinos da UNITA, mas atendo-nos aos factos mais recentes, é, com incontido orgulho, que reconhecemos os seus feitos em prol de Angola e dos angolanos.

O Dr. Isaías Samakuva tem sido um digno obreiro da paz. Tem sabido acalentar as esperanças de milhares de ex-militares abandonados na indigência pelos órgãos do Estado, encarregues de cuidar dos pedendentes dos acordos de paz e reconciliação nacional.

É graças a um conjunto de suas habilidades que se tem mantido o clima de paz e de estabilidade política, porque da outra parte tem havido indicações que se fossem correspondidas na mesma medida, talvez o país registasse novos cenários de violência político-militar. Pela paz e estabilidade política, “a UNITA tem engolido sapos”, como bem afirmou um dia, o Dr. Isaías Samakuva a jornalistas.

Tem trabalhado sabiamente para manutenção da coesão no seio do Partido, mantido o Partido dentro dos seus princípios fundamentais, não celebrou qualquer contrato com o MPLA fora dos compromissos da paz e reconciliação nacional.

Tem resolvido pelo diálogo e com recurso aos instrumentos reitores internos, as contradições no seio do Partido. Tem sido consensual na busca de soluções aos problemas que se apresentem diante da UNITA.

No quadro diplomático, tem conservado os laços de amizade do Partido com as velhas e novas amizades políticas. Impulsionou a adesão e permanência da UNITA na Internacional Democrática Cristã (IDC). Isaías Samakuva dirige durante uma década a União dos Partidos Africanos Para a Democracia e Desenvolvimento (UPADD).

Em Angola, Isaías Samakuva nunca fechou as portas ao diálogo e cooperação com outros Partidos, naquilo que tem sido possível fazer. Ao mesmo tempo que mantém as pontes estabelecidas com organizações da sociedade civil, no âmbito da busca permanente do aprofundamento do Estado de direito democrático.

Por todo esse percurso, que enche de orgulho uma boa parte de angolanos, é meritório felicitar a UNITA e o Dr. Isaías Samakuva.

Lourenço António


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