De Janeiro a Outubro morrem no Huambo mil duzentas e quarenta e uma Pessoas
27 Novembro 2017
      
Mil e 241 pessoas, na sua maioria menor de cinco anos de idade, morreram vítimas de malária, na província do Huambo, de Janeiro a Outubro, fez saber hoje (segunda-feira) o supervisor local do Programa de Combate à doença, Clementino Sacanombo.

Segundo a fonte, a província está a viver, desde Maio, um surto de malária nunca antes visto, salientando que, nos últimos 10 meses do ano em curso, foram diagnosticados 175 mil e 360 doentes, quando em igual período, em 2016, tinham sido diagnosticados 12 mil e 917 enfermos.

Por causa deste surto, e para evitar que mais pessoas contraiam a doença, afirmou estar em curso, desde a semana passada, a segunda fase da campanha de fumigação extradomiciliar, nos 11 municípios da província, para exterminar os mosquitos causadores da malária.

“A província vive uma situação de emergência, devido ao surto de malária, desde o mês de Maio. Os números de doentes e óbitos estão a aumentar, bruscamente, exigindo das autoridades uma pronta resposta”, frisou.

Além da fumigação extradomiciliar, com duração de 25 dias, Clementino Sacanombo informou que o programa de educação da população sobre os cuidados de prevenção está a ser intensificado, ao mesmo tempo em que estão a ser distribuídas, gratuitamente, redes mosquiteiras tratadas com insecticida de longa duração.

Para minimizar as mortes e acudir crianças que padecem de anemia, os Jovens da Igreja Evangélica Sinodal de Angola (IESA) em acto solidário fizeram uma doação na passada , de 25 litros de sangue ao Hospital Municipal do Cambiote, arredores da cidade do Huambo, na passada segunda-feira da semana em curso.


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