Reflexão de dominho por Emanuel Malaquias
17 Dezembro 2017
      
O mês de Dezembro ainda vai a meio, e já se lhe pode atribuir o epíteto de "mês dos grande acontecimentos político-partidários", nesta parcela de território que Deus nos atribuiu como herança.

João Lourenço primeiro, enquanto Presidente da República da referida parcela deu início às "hostilidades" com pronunciamentos, deslocações ao exterior, e posicionamentos que agitaram as águas tanto no seio do MPLA como no de toda a sociedade angolana; Eduardo dos Santos depois, a barricar-se estrategicamente por detrás de um MPLA a precisar de definir a sua liderança, e a sua estratégia para o País, tentou refrear os ímpetos de Jlo e dar um ar de "autoridade moral", ente reuniões de cúpula e um seminário "contra a corrupção", que serviu também para mais uma "medição de forças" entre os dois actores da tão propalada "Bicefalia" na liderança do País; a UNITA logo a seguir, a gerir uma espectativa crescente em torno da 3ª reunião da sua Comissão Política, e do consequente destino do seu líder máximo, animaram um mês que se revelou fértil em posicionamentos tácticos, mas muito parco em definições estratégicas.

Por último, mas como sempre não menos importante, eis que o panorama político partidário se vê a braços com mais um Partido político, o "PODEMOS-JÁ" de Chivukuvuku e companhia, que pretendem desse modo colmatar a fraqueza de "grupo", que lhes advinha do facto de serem peças dispersas no seio de uma CASA-CE formada por partidos políticos.


É dessa forma que o "ano político" se direcciona inexoravelmente para o fim... Um ano de 2017 que vai ser recordado como o ano em que, nas urnas, a 23 de Agosto, o MPLA estremeceu. Ano em que Angola ganhou uma nova consciência sobre o papel da UNITA no quadro da política nacional e internacional. Ano em que Angola viu, muito claramente que, "O Rei, afinal, e durante muto tempo, caminhou nu em pelota", aplaudido por uma "Corte" de marmanjos insaciáveis no que ao "vil metal" diz respeito, e sem grande carácter, ética ou moral para Governar um País como o nosso.
Em suma, e sem grande margem para erros, podemos considerar o ano de 2017 como o primeiro ano do resto da vida dos angolanos!

tenham todos um bom domingo!


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