5 de Janeiro dia dos mártires da repreensão marxista em Namibe
5 Janeiro 2018
      
5 DE JANEIRO DIA DOS MÁRTIRES DA REPREENSÃO MARXISTA EM NAMIBE

Por Armando Chicoka

Foi no dia 5 de Janeiro de 1993 em que mais de seiscentas pessoas foram assassinadas, com maior realce,p para os Municípios de Moçâmedes e do Tombwa. Falar umbundo ou ser da origem dos ovimbundos, não partilhar com os ideais do partido maioritário, ser detentor de negócios licitos e ter filhas, sobrinhas, sobrinhas bonitas que não se entregam a vida facil foi a principal causa das matanças.

No Município do Tombwa, que diga, o kota Kazuza um dos sobreviventes do contentor "matador" sempre disponível para esclarecer qualquer dúvida sobre akguns confrades enterrados vivos na vala comum do Tombwa.

Foram asfixiadas cerca de duzentas pessoas, algumas delas o meu primo Julio Muhongo da Jmpla Municipal do Tombwa, o meu parente Ngulawa, o meu colega e amigo Kaheke, o kota Tchindjamba e outros.

Magistrados inocentemente espancados, padres e pastores inocentes humilhados, enfermeiras violadas e outras abusadas sexualmente, bens dos empreendedores daquela época destruidos, enfim, os danos humanos seriam ainda maiores se a liderança da policia do Namibe, naquela altura, comandada pelo grande "homem kim Ribeiro" não tomasse a peito e pondo fim a mbwandja da governação de Joaquim da Silva Matias.

Qualquer explicação do ex-governador Joaquim da Silva Matias para justificar a balas assassinas e contentores asfixiantes dificilmente encontrara receptividade.

Passados 24 anos, viuvas e órfãos querem agora chorar seus mortos e conceder um funeral digno as vitimas do denocidio do Namibe.

Familiares, amigos e nao só, segundo o secretário provincial do partido do galo negro para a mobilização urbana, José Gavino, o governo deve amigavelmente aceitar conceder o registo de óbitos das vitimas.

O dirigente da partido do galo negro garantiu que a pedido das viuvas e órfãos amanha, 5.01, as 7h, vai ser depoditado uma de flores na vala comum do cemitério Municipal do Calumbilo e as 9horas actividade identica na vala comum do cemitério do Tombwa.

Os sobreviventes tudo faxem para que a data seja referenciada a nível nacional e internacional.


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