Angola na " kuzuera " do JES monamis & makambas
14 Janeiro 2018
      
ANGOLA NA “KUZUERA” DO JES, MONAMIS & MAKAMBAS


Quando alguns tecnocratas “independentes”, fazedores de opinião contra-corrente do sistema, sentenciavam que JES, seu clã e asseclas, tinham literalmente raptado o Estado, −tornando Angola refém dos seus caprichos, não eram poucos os que esperneavam, num esforço esquizofrénico e monocórdico, para provar que a pedra afinal é pão.


Hoje, com o poder-da-quase-falta-de-poder, nas mãos de JLO[pelo menos em termos de capitais para relançar a economia e fazer a máquina governativa produzir os frutos prometidos na campanha eleitoral e ao longo de 38 anos da (in) gestão de JES], a economia depauperada e o cancro da miséria a dilacerar o que a guerra teve a excentricidade de deixar viver,− para que morra por si mesmo−, por excesso de paz sem pão, −fica provado que aqueles tinham razão. JES & Filhos & Companhia, “kafrikaram” a vida dos mwangolés.


Poucos dias depois de JES anunciar o evangelho da crise ao país[2015] comprou um jato no valor de apenas 62,5 milhões de USD, enquanto a febre amarela ceifava vidas. Isabel ficou com a Sonangol o Zenu com o Fundo Soberano, e agora, sabemos que a Tchizé e o Coreon embolsavam só 17,5 000.000 USD ano. O salário mínimo nacional por ano nem chega a 500 euros (câmbio informal!), e ainda se dizem vítimas de perseguição(!) devem ser da Seita Luz do Mundo, de Kalupeteka...


Roubaram todo dinheiro do país, enfiaram-no em seus bolsos e, agora, até dão-se ao luxo de fazerem-nos chantagem com a massa que nos gamaram. Brindando as instituições do dito Estado com um show de (in) funcionalidade, [sem ser ajoelhando-se aos pés do gangster e dos filhos.] Mario Puzo ter-se-á inspirado em JES para criar Dom Corleone. O que aconteceu recentemente com a TPA2 é apenas uma das poucas provas do que afirmamos.


Um espectáculo sádico que, infelizmente, irá balear por muito tempo ainda as mesas e pratos de quem nasceu com o selo de povo no sangue. Será que se a oposição tivesse chegado ao palácio da cidade alta teria ela conseguido manobrar essa praga que João Eulálio dos Diabos deixou de herança a um povo tão rico de pobre? Pelos vistos, nem mesmo a depreciação do pobre kwanza pode responder a esse questionamento sem gaguejar!


By: Fridolim Kamolakamwe


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