Eu o general angolano e seus dois capangas
14 Janeiro 2018
      
EU, O GENERAL, ANGOLANO, E SEUS DOIS CAPANGAS


Há uns oito anos pessoa amiga telefonou para minha casa a informar-me que três indivídios de Angola necessitavam de falar comigo pois estavam interessados em importar artigos da Tailândia, indicando-me o hotel onde estavam hospedados.
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Pela tarde do mesmo dia dirigi-me ao hotel e no restaurante conversei com os três. Estavam interessados em arroz e a primeira encomenda seria de 100 toneladas. Não seria só arroz, mas óleo vegetal, fósforos, isqueiros e mais outras grandes quantidades de outros produtos que na Tailândia existe em abundância.
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Ora eu no dizer deles seria o seu agente em Banguecoque e a oferta de uma comissão, nos produtos importados, valor fob 3%. Quando a esmola é grande o pobre desconfia e eu duvidoso no negócio da China que ali me era proposto!
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Terminada a reunião dei meu cartão com morada, telefone e e-mail. Pedi o cartão deles e não tinham. Porém num pedaço de papel escrevi seus nomes. Ao chegar a casa ligo o computador, escrevo seus nomes e um deles (o que me pareceu o chefe) era um general do exército angolano.
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No entanto procurei os produtos no mercado, enviei-lhe os preços e tudo estava, para eles conforme, só o pagamento é que não, pretendiam pagar a mercadoria depois de desembarcada em Luanda, operação impossível porque nenhuma empresa exportadora, venderia seus produtos neste sistema. Desinteressei-me de trabalhar com tal gente.
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Depois de tanto matutar, o General e seus dois capangas, vieram (sem ponta de dúvida) a Banguecoque (centro mundial da pedraria) vender diamantes pilhados.

José Martins


Angola-Connection.net