A UNITA é mesmo a vanguarda do povo angolano.
14 Maio 2018
      
Lourenco Antonio


Neste momento, tal como dizia o Político David Simango do MDM de Moçambique, "a UNITA é que está bater".
O Político moçambicano que falava perante os delegados ao XII da UNITA, em Dezembro de 2015, sentiu-se sensibilizado pelo debate que havia entre os maninhos sobre assuntos da vida do país dos quais a perspectiva das eleições autárquicas e o poder local. Na verdade tudo que acontece em Angola e que tenha influência sobre o futuro de Angola e dos angolanos, tem, felizmente as impressões digitais da UNITA. Foi assim com a implantação da democracia em Angola.

Na sequência dos acordos de Alvor, em outubro de 1975, que previam eleições para assembleia constituinte, o MPLA fez tudo e inviabilizou a realização de eleições, provocando a guerra entre os movimentos de libertação de Angola.

Expulsou a FNLA e a UNITA de Luanda, criando condições para proclamar unilateralmente a independência e tomar o poder político sem partilha-lo como préviam os acordos de Alvor. Para reconquistar o direito ao voto na escolha dos dirigentes e de ser angolanos, a UNITA os seus militantes, tiveram de resistir de armas na mão durante 16 anos nas matas.

Conquistada a paz e a democracia, a luta da UNITA tem consistido em aprofundar o estado democrático de direito e da reconciliação nacional. Nós últimos anos, a UNITA tem se batido para a implementação das autarquias locais, que vêm plasmadas na Constituição da república de Angola, mas que são temidas pelo partido-estado, que não está interessado em partilhar o poder com o cidadão.

O novo Presidente da República, João Lourenço, que durante a campanha eleitoral manifestou-se a favor da realização das eleições autárquicas, infelizmente encabeça a corrente que defende a implementação das autarquias em apenas alguns municípios, violando gravemente os princípios da universalidade e da igualdade.
Neste momento, a UNITA é outra vez chamada a liderar o movimento nacional para a realização das eleições autárquicas na totalidade dos 164 municípios de Angola e ao mesmo tempo.




Por : Lourenco Antonio

Foi notícia em todos os órgãos de comunicação social a visita do Primeiro-ministro de Cabo Verde ao nosso país e assinatura do acordo sobre a administração autárquica. Os angolanos esperam que o Presidente João Lourenço e o seu governo ao assinarem esse acordo o tenham feito imbuídos de consciência patriótica e com espírito de aprender da experiência daquele país irmão dos PALOP, que há vários anos pratica a governação local e autárquicas, sem gradualismo territorial.


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