Caso Lucas Chivukuvuku
13 Julho 2018
      
Caso Lucas Chivukuvuku

Tal como recebi:Partilha de Joana Clementina

"Eu acho que essa questão da morte do funcionário da PGR Lucas Chivukuvuku deveria ser tratada de forma totalmente esclarecedora para não ficar no ar a ideia de que os pronunciamentos de Abel Chivukuvuku é que correspondem com a verdade. A imprensa deveria ouvir os magistrados que foram os chefes do malogrado, aqueles citados por Abel Chivukuvuku. Mas vejamos:

Primeiro, o funcionário tinha uma categoria básica equiparada a Oficial de Diligências, ou seja, era Auxiliar Técnico de Terceira Classe.

Segundo, nunca praticou qualquer acto processual que não correspondesse às suas funções de distribuir notificações, convocatórias e outro tipo de correspondência e, se tanto mais, cozia os processos.

Terceiro, o funcionário esteve muito tempo ausente do serviço, dispensado para se tratar de uma tuberculose pulmonar. Não se acredite que ele tivesse feito duas licenciaturas, sendo uma em direito e outra em contabilidade ou auditoria, como o seu tio apregoa.

Quarto, estando o malogrado Lucas colocado na categoria de ingresso dos oficiais de justiça da PGR, tinha acima de si colegas com as seguintes categorias:

1. Auxiliares Técnicos de Primeira e Segunda Classes.

2. Ajudantes Técnicos de Primeira, Segunda e Terceira Classes.

3. Técnicos Principais de Primeira, Segunda e Terceira Classe. E,

4. Técnicos Principais Chefes.

Ora, o Auxiliar Técnico de Terceira Classe que está no início da carreira, tem acima de si na hierarquia dos técnicos de justiça, 9 categorias, contando com a do topo. E o mais caricato é que nenhum dos técnicos com categoria superior à do malogrado Lucas Chivukuvuku investiga ou participa em actos periciais, ou outros como os citados pelo Tio, não despacha nos processos, cabendo-lhes, com o devido respeito pelo trabalho útil que desenvolvem, a realização de actos processuais de cartório ou de secretaria, que é a mesma coisa, em apoio aos actos praticados pelos magistrados titulares dos processos.

Como pode então o político Abel Chivukuvuku vir a público dizer o que disse, fazendo do seu malogrado sobrinho o super sumo que não era?

Quem assim tão qualificado aceitaria realizar trabalho como aquele que Abel Chivukuvuku diz que o sobrinho fazia, a ganhar KZ. 80.000,00 que é o salário do Auxiliar Técnico de Terceira Classe? Com a ressalva de que há 2 meses o referido salário foi aumentado para cerca de KZ. 120.000,00.

Agora Abel Chivukuvuku diz que o seu sobrinho foi vítima de morte por asfixia. Não deveria esquecer-se, se é que alguma vez tenha sabido, que a tuberculose pulmonar em determinado grau pode dar origem a consequências como alterações naqueles órgãos do aparelho respiratório que podem levar a interpretações ou diagnósticos confusos!

Independentementemente de tudo, respeitemos os mortos.

A PGR está de luto, perdeu dois funcionários da carreira dos Técnicos de Justiça, sendo eles o Sr. Lucas Chivukuvuku e a Sra. Ilídia Alberto Kastiku, por quem nos vergamos todos em suas memórias e que as suas Almas descansem em Paz."


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