Viagem de mais um suposto traficante de drogas acaba no Aeroporto de Maputo
11 Setembro 2018
      
Viagem de mais um suposto traficante de drogas acaba no Aeroporto de Maputo


Um jovem angolano foi surpreendido pela Polícia moçambicana na posse de poucos mais de 16 quilogramas de cocaína, na manhã de segunda-feira (10), no Aeroporto Internacional de Maputo. Este é apenas um dos vários casos que têm sido detectados naquelas instalações de chegada e partida de aviões.

De acordo com informações fornecidas pelo porta-voz do Comando da Polícia da República de Moçambique (PRM), em Maputo, Leonel Muchina, o estupefaciente estava dissimulado em várias bobinas de viaturas.

O angolano, de 36 anos de idade, identificado pelo nome de Afonso Estêvão João, partiu de São Paulo, no Brasil, para Lisboa, em Portugal. Deste país escalou Moçambique, onde a sua viagem terminou no aeroporto que anteriormente nos referimos.

A droga foi descoberta durante uma fiscalização de rotina às bagagens. O suspeito alegou que, chegado a capital moçambicana, a encomenda devia ser entregue à irmã do seu amigo, a pedido deste. Mas não tinha informações de que se tratava de droga, mas sim, de peças de carros.

Refira-se que a 17 de Agosto passado, um outro jovem de 32 anos de idade, a namorada, cuja idade não apurámos, e o filho dela de 19 anos – todos de nacionalidade portuguesa – foram detidos naquele aeroporto, por suspeita de tráfico de droga não especificada, a qual era transportada a partir do seu país de origem.

O Aeroporto Internacional de Maputo é considerado um dos principais pontos de trânsito de tráfico de drogas pesada. O Governo moçambicano admite tal facto e, recentemente, a porta-voz do Conselho de Ministros, Ana Comoana, disse que, em 2017, foram aprendidas 7,6 milhões de quilogramas de cannabis sativa, vulgo soruma, e 21 mil quilogramas de cocaína.

Esta quantidade não só justifica a necessidade de haver “maior atenção à prevenção e combate ao tráfico de drogas”, de acordo com a fonte, como igualmente sugere que é preciso “reforçar a capacidade do Governo e as medidas de vigilância


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