Por : Ilidio Manuel l Crónica de uma morte anunciada
1 Outubro 2018
      
CRÓNICA DE UMA MORTE ANUNCIADA

No passado da colonização chegou a ser a maior referência em matéria de formação de quadros médios para a agricultura e indústria alimentar. Angola não tinha muitos quadros superiores, estava longe do actual fenómeno da «Doutoromania e da engenheiromania», mas os quadros de lá saídos tinham uma formação sólida cujo contributo à economia viria a revelar-se bastante profícuo, de sorte que o então «Estado de Angola» figurava entre os cinco maiores produtores mundiais de café, algodão, sisal, milho e farinha de peixe.

A par das escolas industriais e comerciais, a então Escola de Regentes Agrícolas do TCHINVINGUIRO, na Huíla, formou muitos quadros que, nos derradeiros anos da colonização lusitana, seriam administrativamente elevados à categoria de «Engenheiros TÉCNICOS».

Hoje, a escola perdeu o brilho, é uma sombra de si mesma, morre a cada dia que passa, ante o olhar silencioso de que quem tinha por missão reabilitá-la. Alguns dos actuais dirigentes e responsáveis deste país passaram pelo Tchivinguiro, dentre eles ninguém é capaz de ajudar a escola a sair do marasmo, de uma morte anunciada?


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